quinta-feira, 9 de abril de 2015

International Conference on Aquaculture & Fisheries


Olá a todos, mais um evento se aproxima na área de pesca e aquicultura. Desta vez na Austrália, entre 20 e 22 de Julho! O tema da conferência é "Advancing & Expanding Aquaculture Sector Focused on Developmental, Toxicological and Transgenic Scientific Research". Se você se interessou acesse o site. http://aquaculture-fisheries.conferenceseries.com/

terça-feira, 7 de abril de 2015

No balanço do navio...

Por Izadora Mattielo


Você sabia que o mecanismo para o navio se equilibrar no mar pode afetar o ecossistema marinho e a saúde humana?



Você já se perguntou como o navio se equilibra no mar? Como ele consegue carregar tantas pessoas e mercadorias sem tombar? Acho que é fácil imaginar que há um peso máximo ideal, projetado e calculado pelos engenheiros, de quanto o navio suporta para não afundar. Até aí, ok. Mas e quando ele está vazio? Como ele consegue manter o seu equilíbrio?
Fonte: http://ultradownloads.com.br/papel-de-parede/Navio-Tombado/

A resposta é até que simples: é preciso colocar um peso nele quando está vazio e depois tirar quando for carregar com mercadoria ou pessoas!



No início, foram feitas diversas tentativas com pedras e pedaços de madeira, mas devido ao grande trabalho de colocar e tirar esse material, pensou-se em usar a própria água do mar, já que utilizando bombas seria fácil puxar e soltar essa água quando o navio estivesse atracado. Este método é utilizado até hoje, os navios possuem um tanque de lastro para bombear a chamada água de lastro.
Fonte: A água de lastro e seus riscos ambientais – ONG Água de lastro Brasil.

Bom, é aí que começa a minha história! 

Imagina um navio saindo da China vazio para o porto do Brasil, onde será carregado com a mercadoria daqui. Pela explicação acima, o navio teria que bombear água da costa chinesa para manter o equilíbrio durante a viagem.

A questão é que ao bombear esta água ela não vem pura e livre de qualquer organismo. Pelo contrário, inúmeros (e inúmeros mesmo) organismos invertebrados e vertebrados são bombeados junto com esta água e ficam aprisionados no tanque de lastro.

Você deve estar se perguntando, mas não existe uma malha para filtrar e impedir a entrada destes organismos? Até existe! Mas não é eficiente, principalmente para os micro-organismos.

Um segundo problema é que, pelas leis da Organização Marítima Internacional (IMO), o navio deveria trocar esta água no mar aberto, pois, teoricamente, os organismos bombeados na região portuária, não suportariam as diferentes condições oceanográficas do mar aberto. Em outras palavras, a temperatura, salinidade, bem como a quantidade de nutrientes e de itens alimentares disponíveis  são diferentes nos dois ambientes, o que dificultaria a sobrevivência de qualquer organismo vivo aprisionado no tanque de lastro. Entretanto, não é isso que ocorre. Além de muitos navios não pararem para fazer esta troca de água, muitos organismos são resistentes à viagem e às diferentes condições ambientais. 

Aí que vem o terceiro problema: ao chegar ao porto de destino, estes organismos não nativos são descarregados junto com a água do tanque, causando sérios problemas para a fauna e flora local, além da saúde pública.

Ou seja, o navio que tinha saído da China, se não fez a troca em mar aberto e não existe nenhum tipo de tratamento da água dentro do tanque, ao chegar ao porto brasileiro, irá descarregar a água cheia de organismos nativos da costa chinesa! Imagina o impacto ambiental que isso pode causar?

Por isso, há diversos países e grupos da IMO investigando maneiras de sanar o problema. Uma das soluções propostas é o tratamento da água de lastro no tanque durante a viagem. Diversos tratamentos foram propostos: mecânicos, físicos e químicos. Só que ainda estão em testes, pois alguns geram resíduos e outros não são totalmente eficazes.

No meu mestrado trabalhei com microalgas marinhas, que são o fitoplâncton dos mares (já explicado no primeiro post aqui http://batepapocomnetuno.blogspot.com.br/2015/04/para-o-plancton-tamanho-e-documento.html). Por serem microscópicas, passam facilmente pelas malhas (que barram a entrada) para o interior dos navios. Algumas delas podem ser resistentes a quaisquer tratamentos e outras podem ser tóxicas, tanto para outros organismos aquáticos, quanto para seres humanos. Já ouviu falar da maré vermelha? Pois bem, é um grupo de microalgas que causa esse evento (mas teremos um post só sobre isso).

Portanto, meu desafio era buscar formas de erradicar essas algas microscópicas da água de lastro de navios. Eu testei três tratamentos: exposição ao UV, ao ozônio e ao Peraclean, uma substância química, com características parecidas com a da água oxigenada.

O mais interessante desta etapa dos meus testes foi a minha parceria com a empresa incubada no Cietec da Usp, chamada Brasil Ozônio. Quando escrevi o projeto sabia que estes tratamentos eram de grande importância e necessitavam de mais estudos. Eu tinha o UV e o Peraclean, mas como conseguir o ozônio? Foi aí que “googlei” e achei esta empresa do meu lado! Foi a minha sorte!



Foto: Izadora Mattiello.
Não tenham medo de fazer parcerias universidade-empresa. Muito do nosso conhecimento não vai para frente porque o pesquisador não quer se expor e a empresa não vai atrás. Mas não temos nada a perder, só basta ser tudo muito claro e genuíno.

E não é que meus melhores resultados foram com o ozônio? Consegui erradicar até mesmo as microalgas mais resistentes que nenhum outro tratamento tinha conseguido tratar! Além de ser eficiente, este tratamento não gera resíduos para a água tratada, a qual pode ser descarregada ao mar.

Nos próximos posts vou aprofundando mais sobre meus resultados. Mas, caso queiram saber um pouco mais sobre isso, seguem os links da minha dissertação e de uma matéria que saiu no jornal da Usp:


Até a próxima!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Desafios antigos para mulheres atuais

Por Jana M. del Favero

Sou mulher e pesquisadora. Como qualquer mulher que queira seguir a carreira acadêmica já me deparei com diversos questionamentos. Tais questionamentos vão desde algo aparentemente banal, como que roupa usar em um embarque sem parecer “vulgar” (sim, apesar do calor do Brasil sempre tomo cuidado para não usar roupa decotada ou curta demais e sempre fico morrendo de inveja dos homens que simplesmente tiram a camisa e trabalham!) até algo mais complexo, como em que momento devo encaixar filhos no “cronograma” da minha tese (apresentarei esse tópico em uma outra publicação).

A casa cheia no workshop “Women in Marine Science” realizado no
Woods Hole Oceanographic Institution.
Fonte: http://swmsmarinescience.com/swms-fall-workshop/ legenda
Entretanto, apesar de já ter discutido com amigas as dificuldades de ser mulher e pesquisadora, nunca pensei que esse assunto fosse sair de uma mesa de bar ou de um cafezinho no laboratório. Assim, tão grande foi a minha surpresa ao receber um e-mail sobre o primeiro workshop da recém formada Society for Women in Marine Science (SWMS - http://swmsmarinescience.com), organizado pelo Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI). Não tive dúvidas em me inscrever, e em setembro de 2014 estava com mais 90 mulheres de diversas faixas de idade e posições, analisando as dificuldades e buscando soluções para mulheres nas ciências marinhas. 


Foi um dia intenso, com apresentações, mesa redonda e uma enorme quantidade de mulheres que queriam dar o seu depoimento. Uma colega da Universidade de Massachusetts contou que ela teve que embarcar por três dias enquanto ainda estava amamentando seu filho de quase 10 meses e além de ter sido julgada por várias pessoas como uma péssima mãe, abandonando o filho com o marido (pai), ainda teve que lidar com a dificuldade de estar com uma tripulação apenas de homens e ter que “fugir” do trabalho algumas vezes para retirar leite e armazená-lo corretamente. 

Dr. Sallie Chisholm fala sobre seu trabalho defendendo mulheres
 que trabalham no MIT (Massachusetts Institute of Technology).
Fonte: http://swmsmarinescience.com/swms-fall-workshop/
Uma das palestras mais interessantes foi a da Dra. Penny Sallie Chisholm, professora de biologia no MIT (Massachusetts Institute of Technology), contando sua experiência como membro formadora do “MIT Committee on Women Faculty in the MIT School of Science”, cujo objetivo é coletar dados e analisar a posição das mulheres cientistas no MIT. Em 1999 tal comitê publicou um relatório confirmando claras desigualdades de gênero na contratação, salário, pensão, prêmios, promoções, inclusão em comitês e alocação de recursos valiosos, tais como espaço de laboratório e dinheiro de pesquisa no MIT (o relatório completo pode ser acessado em http://web.mit.edu/fnl/women/women.html). Após esse primeiro relatório, diversas mudanças ocorreram: salários foram ajustados, a licença maternidade foi aumentada, as práticas de contratação mudaram. O número de professoras na faculdade de ciências, por exemplo, aumentou de 30 para 52, conforme o último relatório, publicado em 2011 (disponível em: http://newsoffice.mit.edu/2011/women-mit-report-0321). 

Apesar das claras melhorias observadas, o comitê do MIT ressalta estar ciente de que se trata de um processo contínuo e que muitas mudanças ainda precisam ser efetuadas. Porém me conforta ouvir histórias de grupos de pessoas que se juntaram por uma causa e obtiveram resultados positivos. 

Se você se interessou pelo assunto é possível se cadastrar na lista de e-mails da SWMS para receber informações sobre workshops futuros e seguir o nosso blog.



Para o plâncton, tamanho é documento...

Por Catarina R. Marcolin

Para este texto de estreia para a sessão Ciências do Mar resolvi escrever sobre um tema que tem me fascinado muito nos últimos anos, desde quando comecei a trabalhar em meu projeto de doutorado. É muito comum alguém perguntar “Sobre o que é seu doutorado?” e a reação geral do estudante de pós é desconversar, falar o título do projeto (um nome gigante que quase ninguém entende) ou dar uma explicação superficial pois “dá muito trabalho” explicar direito. Como esta sessão propõe justamente uma aproximação entre a academia e a sociedade, é por isso que neste post eu me proponho a explicar de forma simples, mas não simplista, uma parte do trabalho que desenvolvi durante o meu doutorado.


O meu grupo de interesse é o plâncton, mais especificamente o zooplâncton. Não estou falando do vilão do Bob Esponja, mas vale a pena conhecer um pouco mais sobre esses organismos mesmo assim. O zooplâncton compreende pequenos animais aquáticos (geralmente invisíveis a olho nu) tradicionalmente descritos como organismos que vivem “ao sabor das correntes”, porque eles não tem “força” suficiente para nadar contra as correntes, por conta de seu tamanho pequeno. Mas isso não quer dizer que esses bichinhos são preguiçosos, muito pelo contrário, muito deles conseguem migrar verticalmente na coluna de água por muito metros, às vezes centenas de metros. Dá uma olhada no vídeo clicando no link abaixo, mostrando como esse organismos conseguem nadar.


Exemplo de uma rede trófica. 

O zooplâncton é muito importante nas famosas teias alimentares, e também é peça fundamental em outros processos importantes (assunto para outros posts). Estes organismos comem o fitoplâncton (que são a parte fotossintetizante do plâncton, são para os oceanos o que as árvores são para a floresta amazônica) e são comidos pelos peixes, que são comidos pelo homem e também pelas baleias. Então já viu, se não tem muito zooplâncton na área, “o mar não está pra peixe”, nem para nenhum outro organismo nos níveis tróficos superiores. Ou seja, vai faltar o salmão do sushi, e eu adoro comida japonesa.

Bem, se o zooplâncton é tão importante mediando essa transferência de biomassa e energia desde os produtores primários (fitoplâncton) até os níveis tróficos superiores (peixes, aves, baleias, homem), então precisamos entender essas relações de alimentação de forma mais profunda, certo? Pois bem, uma das regras de ouro nos oceanos é que os organismos sempre (ou quase sempre) se alimentam de organismos menores que ele próprio. Por isso tamanho é documento quando o plâncton está escolhendo o menu do jantar. Levando isso em conta, muitos pesquisadores estudaram o fluxo (passagem) de biomassa e energia ao longo dos níveis tróficos. Por exemplo, calcularam quanto do que o plâncton absorve durante o “jantar” é de fato passado para os peixes, aves e baleias que se alimentam desse mesmo plâncton. E essa informação aparentemente tão simples tem potencial explicar um monte de coisas sobre nossos oceanos.

Mas como? Bem, se você medir o tamanho dos organismos, calcular seu peso e somar a biomassa em cada classe de tamanho, como no gráfico ao lado, você irá perceber que sempre existe mais biomassa acumulada nos organismos pequenos do que nos organismos grandes. Quando falo sobre biomassa acumulada estou me referindo a soma do peso de todos os organismos que pertencem a uma  determinada faixa de tamanhos. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que para saciar a fome dos organismos grandes é preciso uma grande quantidade de organismos pequenos, pois precisamos nos lembrar que existe perda de energia durante cada refeição. Isso quer dizer que nem tudo que comemos é absorvido pelo nosso organismo e com o zooplâncton não é diferente.


Com base nessas informações foi desenvolvida uma teoria, chamada teoria do espectro de biomassa, que relaciona a forma dessa distribuição da biomassa ao longo das classes de tamanho (bem como índices matemáticos associados a essa distribuição) com propriedades dos ecossistemas. Eu acho simplesmente incrível poder associar um simples índice matemático com a eficiência da transferência de energia num ecossistema, com produtividade, com interações entre predador e presa e com a quantidade de níveis tróficos nos oceanos.


E o meu doutorado está fundamentado nessa teoria com nome intimidante (espectro não remete a algo fantasmagórico?), mas que na verdade é bem mais simples do que aparenta. Para conseguir meus dados embarquei em diversos cruzeiros oceanográficos coletando zooplâncton com uma rede como esta da foto ao lado. No laboratório eu escaneei as amostras utilizando um scanner a prova de água (chamado de ZooScan) e usei um software para obter imagens dos organismos, identificar, contar e medir de forma rápida e prática. Eu também aprendi a programar em linguagem R e Matlab para mandar o computador fazer todas essas contas para mim, pois a vida é curta e eu tenho outros hobbys além de ciência para me dedicar, como este blog por exemplo.

Os resultados que encontrei tanto na costa de Ubatuba, SP quanto na região do banco de Abrolhos revelaram que os índices matemáticos associados à teoria do espectro de biomassa podem ser utilizados para identificar diferenças na comunidade do zooplâncton em relação à alterações sazonais (de acordo com as estações do ano) e às características locais (como estratificação da coluna de água, profundidade, proximidade da costa), respectivamente. Isso quer dizer que esses índices são úteis em programas de monitoramento dos ecossistemas oceânicos, especialmente porque são fáceis de ser calculados (se você tiver a tecnologia a seu dispor) e não necessitam da identificação das espécies, que costuma ser algo bem demorado quando se trata de plâncton.

Se você se interessou pelo assunto, minha tese de doutorado está acessível através do seguinte link http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21134/tde-12052014-173357/pt-br.php.

Ficou com dúvidas? Entre em contato com a gente deixando um comentário ou pelo formulário à sua esquerda.

Até o próximo bate-papo.

Prêmio L'Oreal-Unesco-ABC 2015

Assim como nossas pesquisadoras, essa notícia merece destaque!


O prêmio Prêmio L'Oreal-Unesco-ABC 2015 irá contemplar sete pesquisadoras de destaque com bolsas de US$ 20 mil. Inscrições até 31 de maio. Saiba mais acessando o link: http://www.paramulheresnaciencia.com.br/


                                      


quarta-feira, 1 de abril de 2015

EcoEscola 2015

Alunos da pós-graduação em Ecologia da USP, sob supervisão da Dra. Daniela Scarpa, oferecem curso teórico-prático de pesquisa em ecologia. O público-alvo são alunos de graduação nos últimos anos do curso de ciências biológicas e recém-formados.

Para se inscrever clique no link: http://www.ib.usp.br/ecologia/ecoescola/index.html

terça-feira, 31 de março de 2015

XVI Colacmar 2015

O congresso Latinoamericano de ciências do mar vai ser em Santa Marta neste ano, entre 18 e 22 de outubro. Acesse o link e garanta sua inscrição.

http://www.colacmar-senalmar2015.com/index.php/eventos/colacmar-senalmar

Aquatic Biodiversity & Ecosystems

Olá pessoal, um congresso sobre ecossistemas aquáticos e biodiversidade acontecerá em Liverpool, entre 30 de agosto e 4 de setembro. A submissão de resumos será até o dia 5 de abril. Falta pouco.


http://www.aquaticbiodiversityandecosystems.org/about-the-conference/

quinta-feira, 26 de março de 2015

39th Annual Larval Fish Conference




Olá pessoal, um evento super interessante se aproxima, é a 39a conferência anual de larvas de peixes. O evento vai acontecer em Viena, Áustria, entre 12 e 17 de julho de 2015. O prazo para submissão de resumos é até 03 de maio, cientistas, fiquem ligados! Confiram maiores informações no link abaixo: 
http://www.larvalfishcon.org/Conf_home.asp?ConferenceCode=39th





Ocean Sciences Meeting 2016 em New orleans


De 21-26 de fevereiro de 2016 vai haver o Ocean Sciences Meeting em New Orleans, EUA. Para mais informações acompanhem notícias neste site http://aslo.org/meetings/ e aqui no blog.

ICES/PICES 6th Zooplankton Production Symposium

Em 2016, o sexto simpósio de produção do zooplâncton vai acontecer, nada mais nada menos, do que na Noruega. Preparem os trabalhos e as roupas de frio!









domingo, 1 de março de 2015

Sobre nós

Na sessão Mulheres na Ciência contaremos um pouco da trajetória acadêmica de cientistas de destaque, comentando sobre o despertar da ciência em suas vidas, dificuldades e os pontos altos da carreira científica. Também iremos contar um pouco sobre a vida da pós-graduanda dentro e fora da academia, no Brasil e no mundo.




Na sessão Ciências do Mar iremos falar sobre ciência no ambiente marinho de forma simples e descontraída. Você encontrará curiosidades, fatos interessantes, divertidos e muitas vezes preocupantes, sobre ciências do mar. Iremos divulgar o que se tem feito em oceanografia nas universidades brasileiras e no mundo. Embarque com a gente nesse bate-papo com Netuno e descubra o incrível mundo que existe no fundo (e na superfície) dos mares.


Na sessão Vida de Cientista contaremos fatos e reflexões sobre a carreira científica nas ciências marinhas. Não deixe de ler sobre as aventuras e os problemas enfrentados por quem escolhe passar a vida estudando e em contato com a natureza.


Na sessão Oportunidades e eventos iremos divulgar eventos científicos no Brasil e no mundo, além de oportunidades de cursos e o que mais for interessante em Ciências do Mar.




As informações e opiniões dos textos postados são de responsabilidade única e exclusivamente do autor de cada texto e não necessariamente refletem a opinião de Bate-papo com Netuno.